A dívida externa do Banco Sulbrasileiro (total de US$180 milhões no dia da intervenção) não tem nenhum aval do Tesouro Nacional ou de qualquer outro órgão do governo, informou o Banco Central. Mesmo assim será totalmente honrada, como vem ocorrendo tradicionalmente desde 1974, quando entrou em liquidação extrajudicial o Banco Halles e o governo Geisel honrou seus compromissos externos junto ao Banco Sumitomo, do Japão, no valor aproximado de US$2 milhões à época. "Para tornar possível ao governo brasileiro honrar os compromissos externos de instituições nacionais em regime de intervenção ou liquidação extrajudicial, o presidente Geisel, por inspiração do então ministro da Fazenda, Mário Henrique Simonsen, baixou o decreto-lei 1342/74, alterando a lei 5143". Esse decreto permite ao BC honrar os compromissos externos das instituições sob intervenção ou liquidação extrajudicial, sem contudo obrigá-lo a honrar essas dívidas. O BC explicou que esses débitos têm sido honrados porque interessa ao país manter sua credibilidade no exterior. Em contrapartida, o BC torna-se credor preferencial dos ativos das instituições financeiras sob intervenção ou liquidação extrajudicial, resultantes dos repasses desses recursos externos (FSP).