O ROMBO DE CR$1 TRILHÃO DO BRASILINVEST

O rombo de Cr$1 trilhão do Brasilinvest, divulgado pelo Banco Central logo após a decretação de sua liquidação extrajudicial, foi contestado pelo empresário Mário Garnero, presidente do Grupo Brasilinvest e principal implicado no episódio. O empresário prestou depoimento ao juiz Sival Antunes de Souza, da 11a. Vara da Justiça Federal, em São Paulo, ontem. Conforme Garnero, o montante real do rombo do Brasilinvest é de Cr$340 bilhões. Destes, cerca de US$8 milhões e de US$4 milhões referem-se, respectivamente, a dívidas contraídas pela SUNAMAM e pelo IAA. Pelas contas de Garnero, restariam, como crédito a receber, Cr$272 bilhões, dos quais aproxidamente Cr$70 bilhões passíveis de liquidação. O Brasilinvest estava solicitando ao Banco Central um empréstimo-ponte de Cr$200 bilhões, a juros de 18% ao ano além da correção monetária, quando a liquidação extrajudicial foi decretada. Tais recursos, segundo Garnero, seriam utilizados para a quitação dos débitos da instituição, até que se concluísse a associação com o Grupo Rothschild, de Genebra, que se transformaria em sócio majoritário e se responsabilizaria pela gestão do Brasilinvest, com o aporte de US$60 milhões. De acordo com Garnero, o protocolo de intenções com o Rothschild já se encontrava no Banco Central no momento da liquidação do Brasilinvest "e sua antiga diretoria já havia aprovado a operação. Preferiu, no entanto, que os novos dirigentes do Banco Central viessem a autorizá-la" (GM).