A Coordenação Nacional dos Mutuários apresentou ontem, durante a reunião da comissão organizada pelo BNH para discutir o reajuste de julho das prestações da casa própria, uma proposta que elimina a necessidade de a União lançar mão de subsídio para financiar os compradores de imóveis. De acordo com essa proposta, em lugar da necessidade orçamentária estimada em Cr$37 trilhões ao longo de 30 anos, o Sistema Financeiro da Habitação (SFH) poderá dispor, ao final do mesmo período, de um superávit próximo dos Cr$45 trilhões para cobrir eventuais resíduos ao final do prazo de pagamento pelos mutuários. A idéia da Coordenação é transferir, para os fundos do BNH, apenas 1% dos juros embutidos na prestação paga pelo mutuário, a título de contribuição dos agentes financeiros. Colocada em pauta, na reunião, a proposta recebeu a recusa imediata do vice-presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (ABECIP), Mário Gordilho (JB).