MIRAD DENUNCIA TRABALHO ESCRAVO

Segundo documento elaborado pela Coordenadoria de Conflitos Agrários do Ministério da Reforma e Desenvolvimento Agrário (MIRAD), há no Brasil 167 fazendas que exploram mão-de-obra escrava. O documento leva o título de "Trabalho Escravo" e anota que o maior número de denúncias sobre violação dos direitos trabalhistas ocorre em imóveis rurais localizados nos Estados do Pará (39), São Paulo (37) e Bahia (31). A maior demanda pelo "trabalho escravo" se dá entre os empreendimentos agropecuários, voltados para tarefas de desmantamento e derrubada de árvores. Nessa situação há 58 imóveis, localizados na região amazônica. Em segundo lugar estão os imóveis rurais (29) cujas atividades se voltam para o corte de madeira, produção de carvão vegetal e reflorestamento, situados em São Paulo, Minas Gerais e Bahia. Também propriedades classificadas como usinas de açúcar (27) e as fazendas de café (22), localizadas nos Estados de Pernambuco, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás e Bahia, utilizam mão-de-obra escrava, denuncia o documento (FSP).