O chefe do departamento jurídico do Banco Inter-Atlântico, José Mauro Cavalcanti, considerou incorreta a denúncia do subprocurador da Fazenda Nacional, Lindemberg da Motta Silveira, de que o banco e o estaleiro Mauá fizeram conluio contra a União. O subprocurador fez a denúncia com relação a empréstimo de Cr$16,2 bilhões do banco ao estaleiro, com garantia da União, alegando que, além da correção monetária, foram cobrados juros de 30%, o que é acima do mercado. A operação foi feita com carta em que a SUNAMAM (União) se obrigava a pagar o principal mais juros. José Mauro Cavalcanti disse que o empréstimo do Inter-Atlântico ao Mauá foi feito com correção monetária mais 5% de comissão para o banco. Somando-se a taxa de risco e a taxa de juros do mercado internacional,
66390 pois o empréstimo foi contraído em dólares, o custo anual é de 17%
66390 além da correção monetária e não 30%. Ele afirmou ainda que ""antes de se referir a conluio, o subprocurador deveria ter sido informado de que, como empréstimo externo, a operação foi aprovada pelo Banco Central, obviamente por se enquadrar nas regras vigentes para o mercado" (O Globo).