O VICE-PRESIDENTE EXECUTIVO DA PETROBRÁS MINERAÇÃO (PETROMISA),

O vice-presidente executivo da PETROBRÁS Mineração (PETROMISA), Edilson de Melo Távora, à propósito das denúncias que avaliaram o preço da festa de inauguração do complexo de potássio de Taquari-Vassouras (SE), na primeira quinzena de março, em cerca de Cr$2 bilhões, respondeu: "a festa de inauguração deveria ser muito maior do que foi, pois se tratava do maior e mais sério projeto de mineração em áreas profundas do Hemisfério Sul". De acordo com as denúncias, a PETROMISA produziria o mais caro cloreto de potássio do mundo, uma vez que o projeto que estava estimado em US$180 milhões já teria atingido custo superior a US$400 milhões, devido aos gastos descontrolados na sua fase de implantação. Edilson de Melo Távora explicou que, na verdade, o projeto inicial que previa a produção de 500 mil toneladas por ano de cloreto de potássio, foi ampliado para 600 mil toneladas por ano. As instalações industriais, por sua vez, destinadas ao beneficiamento do minério extraído das minas subterrâneas, foram equipadas com capacidade maior do que a inicialmente programada. Segundo ele, na fase inicial de montagem do projeto ficou constatada a possibilidade de extração de até 1 milhão 200 mil toneladas por ano de cloreto de potássio. Sendo, então, a razão principal do aumento do custo de US$180 milhões para US$326 milhões (JB).