As medidas interinas necessárias para rolagem automática dos compromissos da dívida externa que estão vencendo, enquanto não se conclui um novo acordo de renegociação, serão prorrogadas por 90 dias. O prazo que está valendo, de 31 de maio, foi fixado em fins de fevereiro, depois que o FMI suspendeu o programa econômico brasileiro, impedindo que o governo Figueiredo e os bancos credores finalizassem um acordo de reescalonamento plurianual da dívida já praticamente acertado. Anteriormente, o prazo fora 28 de fevereiro. A prorrogação das medidas, que abrangem não apenas o principal da dívida, mas também a renovação automática de cerca de US$9 bilhões em créditos comerciais e US$6,7 bilhões em créditos interbancários, foi um dos temas específicos tratados pelo presidente do Banco Central, Antônio Carlos Lemgruber, com o presidente do comitê de bancos credores, Willian Rhodes, em Nova Iorque (GM).