SEGUNDO PESQUISA DE FERNANDO HOMEM DE MELO, PROFESSOR TITULAR DO

Segundo pesquisa de Fernando Homem de Melo, professor titular do Departamento de Economia da Universidade de São Paulo e diretor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), o trabalhador brasileiro que ganha salário-mínimo gasta 48% de seu salário com alimentação. O restante cobre os gastos com transportes e moradia. O custo da cesta básica de alimentação em março último correspondia a 87,3% do salário-mínimo, ou seja, a 209 horas e 27 minutos de trabalho. Em 1984 a 68% do salário, e a 163 horas e 54 minutos; em 1974, a 62% do salário, exigido 148 horas e 44 minutos de trabalho; em 1967, a 40% do salário e 96 horas e 10 minutos; e 1959, a 27% do salário, que correspondiam a 65 horas e 5 minutos de trabalho. Em 26 anos, portanto, o custo da ração essencial aumentou 46.639 vezes. O custo da alimentação como um todo, 43.768 vezes. O custo de vida, 37.618 vezes, e o salário-mínimo, 18520 vezes (FSP).