Os recursos que o Fundo Nacional de Desenvolvimento (FND) arrecadar, através da cobrança dos empréstimos compulsórios, serão usados, em sua maioria, no pagamento da dívida das empresas estatais. O secretário de Controle das Empresas Estatais (SEST), Antoninho Marmo Trevisan, anunciou que o objetivo é reduzir de Cz$700 bilhões para Cz$600 milhões a participação de capital de terceiros (empréstimos) nas empresas, nos próximos três anos. O FND, segundo cálculos da SEST, arrecadará Cz$15 bilhões este ano e Cz$70 bilhões em 87, através dos compulsórios. Esses recursos não poderão traduzir-se em investimentos públicos, como
6596 previsto inicialmente, porque provocariam o aquecimento indesejável da
6596 demanda interna. As estatais investirão com recursos próprios em 87. As empresas terão, também, recursos adicionais, procedentes do aumento dos tarifas, com exceção da SIDERBRÁS, que não obteve aumento para o aço plano. Trevisan informou que a ELETROBRÁS arrecadará mais Cz$15 bilhões, no próximo ano, com o aumento das tarifas de energia; a TELEBRÁS, Cz$9,3 bilhões; a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, Cz$2 bilhões, e a PETROBRÁS, Cz$38,2 bilhões (O Globo).