Reunidos em assembléia, os motoristas e trocadores de ônibus de Brasília decidiram retornar às atividades, encerrando a greve que paralisou, durante três dias, o sistema de transportes coletivos da cidade. A greve foi considerada ilegal pelo TRT. Como consequência da greve, o secretário de segurança, coronel Lauro Rieth, será afastado do cargo pelo interventor no Distrito Federal, ministro Ronaldo Costa Couto, nomeado pelo presidente em exercício, José Sarney. Rieth fez com que a Polícia Militar e a Civil reprimissem com violência o movimento grevista (cerca de 20 manifestantes foram presos). A greve foi suspensa pelo prazo de 30 dias, quando terão prosseguimento as negociações junto aos proprietários das empresas de transporte coletivo urbano, a serem presididas pelo presidente do Conselho Regional do Distrito Federal da OAB, Maurício Corrêa. Caso as principais reivindicações dos rodoviários não sejam atendidas após esse prazo de negociação-- reajuste salarial de 50% acima do INPC; pagamento de 2% de produtividade; estabilidade no emprego e jornada de trabalho de seis horas corridas-- será decretada nova greve (JB).