A instituição de um "regime democrático participativo" no Brasil, a definição de instrumentos de controle da cidadania sobre os poderes estatais e mudanças na ordem econômica-- com base na prioridade do trabalho sobre o capital-- serão alguns dos princípios defendidos pela CNBB para inclusão na nova carta constitucional, a ser redigida a partir de 1987. Esta informação foi dada pelo bispo de Bauru (SP), dom Cândido Padim, jurista e coordenador da Comissão de Acompanhamento do Processo Constituinte, instituída há um ano pela CNBB. O arcebispo de Uberaba (MG), e vice-presidente da CNBB, dom Benedito Ulhoa Vieira, disse que a Igreja deve apontar, em sua opinião, seis "exigências cristãs" para a nova Constituição: defesa da vida (condenando o aborto, a eutanásia, as torturas e defendendo medidas severas contra os homicidas); defesa da dignidade da pessoa humana; liberdade sadia em todos os níveis, com limites impostos pela lei; defesa dos trabalhadores e do sustento digno para seu trabalho; defesa da justiça social agrária; e possibilidade real (e não teórica) do acesso à educação para todos os brasileiros (FSP).