O uso de castigos físicos contra militantes da TFP (Tradição, Família e Propriedade) na fazenda "Morro Alto", que a organização possui no km.130 da estrada São Paulo/Amparo, foi denunciado ontem pelo professor Orlando Fedeli, ex-membro da "Sociedade", onde atuou de 1960, quando foi fundada, até maio de 1983. Segundo Fedeli, os castigos, que incluem marchas forçadas de até dez horas diárias, são comandados por João Scognamiglio, conhecido como "escravo Plínio Leofredo" na seita Sempreviva (uma associação secreta que reúne a cúpula da TFP). Ele utiliza, nestes castigos, cabos de aço enrolados em couro e também aplica socos e pontapés nos militantes que não conseguem cumprir as tarefas ordenadas (FSP).