De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, iniciados os levantamentos sobre a situação financeira dos ministérios, no novo governo, foi constatado que o Ministério do Trabalho vem usando parte do imposto sindical para cobrir despesas correntes do dia-a-dia do ministério. Conforme o jornal, são recursos que estão sendo desviados de programas especiais, num total de Cr$10 bilhões este ano. O imposto sindical, obrigatório, é uma contribuição dos trabalhadores-- um dia de trabalho por ano-- e das empresas (porcentagem sobre o capital) com uma arrecadação prevista para este ano de Cr$550 bilhões. Do total, depositado nas contas do Ministério do Trabalho, 60% vão para os sindicatos, 15% para as federações, 5% para as confederações e os restantes 20% para a conta especial de emprego e salário, administrada pelo ministério. Segundo o jornal, esta conta, programada para atender a programas de bolsas de estudos, treinamento profissional dos trabalhadores, está sendo utilizada, há muito tempo, para pagar despesas corriqueiras do ministério, desde salários até cafezinhos (O ESP).