O Banco Central, após constatar irregularidades praticadas pelos principais gestores do Grupo Brasilinvest S/A-- Banco de Investimento e da Brasilinvest Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda--, decretou a liquidação extrajudicial da instituição, e colocou em indisponibilidade os bens pessoais do recém-empossado secretário para Assuntos Extrãordinários da Presidência da República, Mauro Salles; do presidente da Volkswagen do Brasil, Wolfgang Sauer; do presidente da Varig, Hélio Smidt; de Álvaro do Vale Simões, genro do presidente Tancredo Neves; e do presidente da Associação das Empresas de Crédito, Financiamento e Investimento de São Paulo, Américo Oswaldo Campiglia-- todos membros do Conselho de Administração do grupo de Mário Garnero. A indisponibilidade dos bens atinge também os bens dos diretores executivos do Banco de Investimento e da Distribuidora, Roberto Manara Ferreira, Marco Antônio Teixeira Bampa e do gerente de contabilidade José Tavares Bina. Garnero já tinha seus bens sob indisponibilidade desde fevereiro, em consequência da intervenção no Grupo Sulbrasileiro. O passivo a descoberto do grupo está calculado em Cr$350 e Cr$400 bilhões. Segundo as informações, a liquidação do Brasilinvest deverá acrescentar ao volume de recursos que ficaram a descoberto pelos últimos problemas financeiros-- Sulbrasileiro, Habitasul-- algo não inferior a US$60 milhões (O ESP) (JB).