O secretário estadual de Obras e Meio-Ambiente do Rio de Janeiro, Luís Alfredo Salomão, acusou o presidente do Banco Nacional da Habitação (BNH), Nelson da Matta, de ser o co-responsável pela morte de 8900 crianças com menos de um ano de idade, vítimas de doenças transmitidas por via hídrica-- falta de saneamento-- na regiã metropolitana do Estado, durante os 15 meses e meio de sua gestão no banco, quando deixou de liberar verbas para obras da CEDAE. Luís Alfredo Salomão afirmou que o Rio de Janeiro "foi altamente discriminado pelo BNH através de manobras protelatórias em seus projetos de saneamento". Salomão deseja que Nelson da Matta esclareça à respeito das verbas da Planasa (Plano Nacional de Saneamento) que foram manipuladas para beneficiar a candidatura do ministro Mário Andreazza à convenção do PDS. Segundo o Jornal do Brasil, para historiar, Salomão exibiu exemplar do "Diário Oficial" da Presidência da República do dia 15 de fevereiro último, que noticia a liberação de verbas de Cr$135 bilhões para o Estado da Paraíba construir açudes e adutoras, lembrando que o governador daquele Estado foi fiel ao PDS e até a candidatura Maluf à Presidência da República. Recordou também que o Rio de Janeiro, após entendimentos de Brizola com o presidente Figueiredo, em novembro passado, foi prometida a liberação de verbas no montante de Cr$1 trilhão, sendo Cr$244 milhões para saneamento básico, "recursos que, a dois dias do final do governo, O Estado ainda não recebeu nem receberá" (JB).