SEGUNDO O JORNAL DO BRASIL, O DIRETOR DA DISTRIBUIDORA DIMARCO, R

Segundo o Jornal do Brasil, o diretor da Distribuidora Dimarco, Roberto Ferreira Saboya de Albuquerque, já comparaceu à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para se inteirar das acusações que lhe foram feitas pelo investidor Gustavo da Costa Pires no inquérito aberto pela autarquia para apurar irregularidades na compra, por quatro fundações de seguridade, de 180 milhões de ações da Auxiliar Participações. Também o diretor do Banco Auxiliar de Investimentos, Félix Augusto Lustosa de Abreu, já prestou novo depoimento no inquérito, uma vez que foram diversas as acusações a ele dirigidas por Gustavo da Costa Pires. Este esclareceu, por exemplo, que conhecia Félix desde 1971 e que, em julho do ano passado, lhe pediu autorização para realizar, em seu nome (Gustavo), operações de Bolsa. Em contrapartida, Félix lhe pagaria o equivalente a 5% dos lucros obtidos nas transações. De acordo com as informações, foi assim que, no dia 10 de dezembro, Félix Lustosa entregou a Gustavo da Costa Pires um cheque, ao portador, emitido pela Distribuidora Incisa, no valor de Cr$700 milhões, solicitando que este adquirisse ações da Auxiliar Participações, com a condição básica de que a empresa entregasse, de imediato, uma cautela representativa de 200 milhões de ações. A compra final realizada foi de 264 milhões de ações, a Cr$2,50 cada, num total de Cr$660 milhões. Os Cr$40 milhões restantes ficaram aplicados no "open- market". No dia sequinte, 180 milhões de ações foram vendidas, a Cr$15 cada, tendo como compradores quatro fundações de seguridade (Braslight, Ceplus, Geiprev e Portus), num total de Cr$2,7 bilhões, sendo de Cr$13,6 milhões o valor da corretagem (JB).