O contrato especial assinado pelo Instituto Brasileiro do Café (IBC), prevendo a entrega gratuita de 35 mil sacas de café do entreposto de Trieste (Itália), avaliadas em US$5,9 milhões, à estatal grega Pro-Met Ltda. teve dois objetivos: "continuar garantindo a maior parcela do mercado grego para o produto brasileiro e aumentar o preço médio da tonelada exportada". A explicação foi dada pelo presidente do IBC, Aloísio Garcia, que distribuiu nota à imprensa para esclarecer as razões do contrato. Segundo ele, a Grécia apesar de membro tradicional da Organização Internacional do Café (OIC), atua como "um membro dissidente", comprando o produto onde achar mais barato, não importando a origem. "Dessa forma, o contrato possibilitou não só a garantia do mercado grego mas também a elevação em US$210 para cada tonelada exportada". Garcia afirmou também ter apenas ratificado um contrato assinado pelo seu antecessor, Octávio Rainho, em outubro do ano passado nas vésperas de deixar o cargo. "A ratificação teve o respaldo do próprio Itamaraty" (FSP).