O presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Roberto de Abreu Sodré, considerou inevitável o pagamento de Cr$200 bilhões, sem juros e correção monetária, referente às dívidas contraídas pelos torrefadores junto ao Instituto Brasileiro do Café (IBC). Previu, no entanto, que empresários mal-intencionados vão lançar mão de concordatas e criar
65211 problemas para a administração Tancredo Neves. De acordo com Sodré, a dívida ocorreu porque o café em pó permaneceu sob controle do CIP durante boa parte de 1984 e, assim, diante de seu volume, era inevitável o parcelamento (dividir o débito num bloco de Cr$90 bilhões, a serem pagos em 12 parcelas a partir de 1o. de abril e em outro bloco de Cr$110 bilhões, reescalonados em 24 parcelas, que começarão a ser resgatadas a partir de 15 de março) (JB).