Os empresários paulistas não aceitarão greves durante as negociações entre empregados e empregadores, bem como não admitirão "qualquer desrespeito" aos acordos assinados entre os sindicatos patronais e os dos trabalhadores. Esses são os dois princípios básicos-- aprovados por unanimidade pelos 111 sindicatos filiados à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP)-- que orientarão as negociações em 85. Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema-- e da CUT (Central Única dos Trabalhadores)--, Jair Meneghelli, se a FIESP não revogar essas duas principais orientações para as negociações salariais deste ano, o grupo de sindicatos do setor metalúrgico liderados pela CUT-- que representa cerca de 300 mil trabalhadores-- não se sentará à mesa de negociações (FSP).