O presidente eleito Tancredo Neves prometeu a seis representantes de Confederações de Trabalhadores, em reunião, "que não haverá achatamento salarial", mas reiterou sua posição de não conceder reajustes acima do INPC. Os trabalhadores entregaram a Tancredo um documento enfocando o modelo político brasileiro, a dívida externa, a política salarial e de desemprego. Jornada de trabalho de 40 horas, seguro-desemprego, direito de greve, trimestralidade, reajuste salarial de 110% do INPC para quem ganha até cinco salários-mínimos e de 100% para acima de cinco. Estas são as principais reivindicações do documento, que é o resultado do Encontro Nacional das Confederações e Federações de Trabalhadores realizado em dezembro, em São Paulo (JB).