Segundo o jornal O Globo, a comissão de sindicância nomeada pela direção do Instituto Brasileiro do Café (IBC) para apurar as irregularidades no armazém do órgão em Nova Esperança no norte do Paraná concluiu as investigações que confirmaram a existência de vários tipos de fraudes praticadas nos útimos três anos, envolvendo onze funcionários da agência regional da autarquia em Maringá, sob intervenção há mais de 120 dias. Fonte do IBC em Maringá, conforme o jornal, constatou com base em perícia, que das 580 mil sacas existentes no armazém de Nova Esperança, 522 mil foram recebidas de maneira irregular. "As empresas envolvidas na fraude entregaram, por exemplo, café tipo-8 como sendo café de boa qualidade tipo-6. Só nessa operação, aos preços de hoje, as empresas beneficiadas pela fraude obtiveram, em troca de comissões aos funcionários do IBC envolvidos na operação, lucro extra de Cr$50 bilhões". De acordo com as informações, apenas duas das 15 empresas envolvidas-- Polizeli e Polizeli, e Antonio Carraro e Cia, de Nova Esperança e Mandaguaçu respectivamente-- entregaram nos últimos dois anos, mais de 150 mil sacas de café de baixa qualidade como sendo café do tipo- 6 (O Globo).