A MAIORIA DOS 18 MILITARES CITADOS PELO BANCO CENTRAL ENTRE OS DI

A maioria dos 18 militares citados pelo Banco Central entre os dirigentes do Sulbrasileiro que tiveram seus bens bloqueados tem vários pontos de origem em comum: diversos deles vieram do Colégio Militar em Porto Alegre (RS) para fundar o Montepio da Família Militar (MFM), controlador do Sulbrasileiro. Outros, saíram há três anos da diretoria do Gboex, um grande montepio do país, deixando dívida de Cr$4,5 bilhões. A situação foi denunciada na época pelo novo presidente do Gboex, coronel Iese Rego Alves (assumiu em junho de 1981), e inclui o empreguismo generalizado (mais de mil funcionários, dos quais 856 na sede central), além da queda de 50% na receita. O Gboex foi progressivamente saneado e hoje está regularizado, com reservas inclusive em ouro, garantindo pensões e pecúlios, informou Iese Alves. Na lista dos militares que eram dirigentes do Sulbrasileiro cujos bens foram bloqueados, se incluem mais os coronéis Ernesto Biachi e João Carlos Chagas Marins, do Banco de Investimento; Hélio Victor Bins, da Corretora; e Cyrino Machado de Oliveira, da Caderneta de Poupança, todos coronéis. Na lista do Banco Central, segundo o Jornal do Brasil, verificaram-se dois erros: classificou o diretor do Sulbrasileiro Yrani Santana, como militar, quando é advogado. E colocou apenas como empresário, sem incluir sua condição de militar, o coronel Joaquim Franzoni Duarte (JB).