Os presidentes do Brasil, José Sarney, e da Argentina, Raúl Alfonsín, assinarão amanhã, em Brasília, o documento denominado "Ata da Amizade Brasileira/Argentina" com o sub-título "Democracia, Paz e Desenvolvimento". Segundo as informações, o documento não se refere à dívida externa, mas afirma que "os ingredientes básicos da democracia estão condicionados ao desenvolvimento econômico dos países devedores". O presidente da Argentina chegou ontem em Carajás (PA), e entre os principais temas a serem tratados entre os dois governos, estão: acordo de alcance bilateral parcial no. 1, que prevê a redução da tarfifa do imposto de importação; refinanciamento dentro do acordo de crédito recíproco-- Brasil e Argentina vão dar andamento a um protocolo fibmado em julho último que prevê um mecanismo de financiamento a ser acionado sempre que houver um desequilíbrio de 10% no valor do intercâmbio previsto. Quando isso ocorrer, o banco central do país credor concederá um financiamento ao banco central do país devedor no valor de até 15% do desequilíbrio efetivado; bens de capital; siderurgia; energia elétrica-- foram traçadas as linhas básicas do projeto que trata da construção da usina de Garabi, cuja barragem terá capacidade para produzir 1,860 milhão de kw. Ela se situará a 60 km ao norte do Uruguai, tomando-se como referência a cidade de São Borja; Petroquímica e gás natural-- este protocolo prevê a construção do gasoduto que liga a cidade de San Jerônimo (em Santa Fé, Argentina) até Porto Alegre (RS), com 1,350 quilômetros de extensão; fundo de investimento-- o fundo tomará a forma de um banco binacional de investimento, com capital subscrito pelos bancos centrais de ambos os países; e alimentos (GM) (O ESP).