Segundo o jornal Folha de São Paulo, a história da dívida da SUNAMAM começou em agosto de 1974, quando o presidente Ernesto Geisel fez o lançamento do 2o. Plano de Construção Naval, destinado à modernização do sistema portuário brasileiro, que previa investimentos de Cr$10,2 bilhões em cinco anos. Em 1979, o governo decidiu cortar sua participação direta nos financiamentos, já que a SUNAMAM não contava mais com recursos suficientes para aplicar na construção naval. Como os compromissos já estavam selados, foi autorizado que os estaleiros recebessem o que lhes era devido através dos bancos. No ano passado começaram a ser divulgadas denúncias de irregularidades em muitas destas operações triangulares: rasura de contratos, duplo faturamento por parte de algumas empresas e concessão de financiamentos sem observância das normas exigidas pelas instituições financeiras. Segundo o ministro dos Transportes, Cloraldino Severo, metade da dívida histórica da SUNAMAM (um total de US$1 bilhão) já foi paga. O restante cobrado (US$544 milhões) está sendo analisado pelo governo, que o está dividindo entre "dívida legítima" e "dívida ilegítima". Até a semana passada já tinham sido estudadas as contas referentes a US$245 milhões, que correspondem aos estaleiros Emaq, Ebin, Verolme, Ishikawajima, Mac Laren e Caneco. Deste subtotal, o governo diz que paga somente US$95 milhões (a dívida legítima) (FSP).