O Tesouro Nacional subscreveu nos últimos meses, Cr$352 bilhões em ações da Rede Ferroviária Federal, COBEC (Companhia Brasileira de Entrepostos e Comércio), BNCC (Banco Nacional de Crédito Cooperativo) e BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), viabilizando o saneamento financeiro destes órgãos estatais. Segundo as informações, as subscrições já autorizadas pela Presidência da República, atendendo recomendações da SEPLAN ou Ministério da Fazenda, também não são suficientes para cobrir "rombos" orçamentários, como por exemplo, do BNCC, que concedeu um aval de US$25 milhões para um empréstimo da falida Capemi Agropecuária. Internamente, "quando ocorre a descoberta de um rombo, como foi o caso do BNCC, o Executivo faz um inquérito administrativo e encaminha os resultados, apontando os responsáveis pelas despesas, à Justiça, que se encarrega de cobrá-los, judicialmente". O escândalo Coroa/Brastel (colocação de títulos frios no mercado) não ameaça envolver o Tesouro em gastos para cobertura dos prejuízos. Os Cr$30 bilhões que o Banco Central emprestou à empresa será devolvido com prioridade (o Bacen é credor preferencial) após o recolhimento do valor dos bens do proprietário da empresa. O pagamento dos compromissos para com seus investidores será feito com o resultado da vendas destes bens (FSP).