O presidente Figueiredo está contando os dias para o término de seu governo. Foi o que disse em entrevista concedida à imprensa. Além de magoado e decepcionado com pessoas que estiveram ao seu lado nos últimos
64312 anos, afirmou que o ""povo não lhe fez justiça"" e disse ""esperar que o mesmo não aconteça com seu sucessor Tancredo Neves". Figueiredo falou sobre sucessão, anistia, o episódio do Riocentro e se queixou da imprensa e de políticos. Reconheceu que o general Costa Cavalcanti era um dos nomes que preferia para ser indicado candidato do PDS e revelou que dois anos e meio antes do início do processo sucessório apontou o vice-presidente Aureliano Chaves como "bom candidato" em conversa com o ex-ministro Armando Falcão. Garantiu que foi ele quem o indicou para a Vice-Presidência. Contudo, disse, que jamais quis indicar o candidato do PDS, "porque não é de seu temperamento, e não o faria mesmo que o AI-5 estivesse em vigor. Assegurou que se importou com a derrota de Maluf, embora tenha reconhecido que o ex-governador de São Paulo "não faz o seu gênero" (JB) (FSP) (O Globo).