O DIRETOR-PRESIDENTE DA COMPANHIA BRASILEIRA DE ALIMENTOS (COBAL)

O diretor-presidente da Companhia Brasileira de Alimentos (COBAL), Carlos Fernando Zuppo, disse "não ter mais dúvidas de que todo ou parte do feijão apreendido pela Polícia Federal em São Paulo, pertence a COBAL". Zuppo informou que a COBAL adquiriu 3300 toneladas de feijão (safra 81/82) da Companhia de Financiamento da Produção (CFP) e enviou à sua superintendência, em Porto Alegre (RS), para que o produto fosse vendido aos varejistas da Rede Somar. Mas o feijão acabou sendo vendido à empresa atacadista Guarantan, de Uruguaiana (RS), que o revendeu à Mercantil Cerealista, empresa paulista que pretendia, de acordo com a polícia, revender o produto como novo. Segundo Zuppo, pelo que foi apurado pela comissão de funcionários da matriz, que ele nomeou para fazer uma sindicância nas superintendências do Rio de Janeiro (onde estaria estocado o feijão) e de Porto Alegre, as 3300 toneladas de feijão foram vendidas à Guarantan, pelo então superintendente no Rio Grande do Sul, Vital Flores, que se afastou do cargo quando o governo rompeu o acordo com o PTB. Para vender a um atacadista e não aos varejistas, como é o normal nas operações da COBAL, Vital teria que pedir autorização da presidência da COBAL, o que não foi feito (FSP).