Vinte anos e 10 meses depois da deposição do presidente João Goulart, em 1964, o Brasil tem novamente um presidente civil. O ex-governador de Minas Gerais, Tancredo Neves, candidato da Aliança Democrática, derrotou seu opositor do PDS, o deputado Paulo Maluf, por uma maioria de 300 votos. Ele obteve 480 dos 686 votos do Colégio Eleitoral, contra apenas 180 de Paulo Maluf. Faltaram ao Colégio apenas os senadores Jaison Barreto (PMDB-SC) e Amaral Peixoto (PDS-RJ) e sete deputados. Os dois primeiros votos foram dados ao deputado Paulo Maluf pelos senadores Moacyr Dalla (PDS-ES), presidente do Colégio Eleitoral, e Lomanto Júnior (PDS-BA), vice- presidente, mas o candidato do PDS obtivera apenas 124 votos quando Tancredo Neves recebeu o 344o. voto, do deputado João Cunha (PMDB-SP). O deputado Nelson Marchezan (PDS-RS); o delegado João Ribeiro, da Assembléia da Paraíba; Nílson Gíbson, Gílton Garcia (PDS-SE); Osmar Leitão (PDS-RJ); Sebastião Ataíde (PDT-RJ); Rubem Figueiró (PMDB-RS); o delegado Amílcar Gazaniga, de Santa Catarina; os deputados do PDS-RS, Baltazar do Bem e Canto, Ireneu Colato e Victor Faccione; e os delegados gaúchos Oly Fachin, Camilo Moreira, Roberto Atayde Cardona e Walmir Susin, todos do PDS, abstiveram-se de votar (JB) (FSP) (O Globo) (O ESP) (GM).