SEGUNDO O IBGE, O MERCADO DE TRABALHO INFORMAL, NO QUAL SE INCLUE

Segundo o IBGE, o mercado de trabalho informal, no qual se incluem formas de subemprego, continuou a crescer no Brasil ao longo de 1984. Em novembro do ano passado, se situou em 16,59% da População Economicamente Ativa nas seis regiões metropolitanas objeto da pesquisa da entidade: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte (MG), Salvador (BA), Recife (PE) e Porto Alegre (RS). Conforme o IBGE, como a PEA nessas regiões está por volta dos 14 milhões de pessoas, esses 16,59% representam que estavam trabalhando por conta própria, nos principais centros do país, em novembro, 2,3 milhões de brasileiros, "sendo que praticamente a metade declarou que recebia menos de um salário-mínimo ou não tinha rendimentos"(e de acordo com o conceito de subemprego do IBGE, estavam subempregados). O presidente do IBGE, Jessé Montello, informou que o mercado dos trabalhadores por conta própria tem crescido anualmente a uma taxa de 10%. Em nível nacional, a situação do mercado informal em 1983, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar (PNAP) era a sequinte: da população ocupada no país (População Economicamente Ativa menos os desocupados ou desempregados) 22,6% trabalhavam por conta própria, ou seja, 10,9 milhões de brasileiros. E os não remunerados eram mais de 9,3% ou 4,4 milhões. Dentro do mercado formal de trabalho, referente à ocupação no setor produtivo, existe ainda uma categoria de trabalhador que também pode ser considerada subempregada ou integrante de um mercado praticamente informal: os que não têm carteira assinada, que em 1983 era 30,7% da população ocupada (14,8 milhões de pessoas) e cerca de metade do total dos empregados (31,5 milhões) (JB).