As divergências entre a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Estado de São Paulo (FETAESP), que estavam latentes, segundo a imprensa, desde o início do movimento grevista em Guariba (SP), tornaram-se públicas com a nota divulgada pela federação subscrita por 12 presidentes dos sindicatos dos trabalhadores rurais da região. Conforme a imprensa, essas entidades, assumindo a responsabilidade pela direção da greve, acusaram a CUT de pretender "exercer sua influência sobre o movimento, tendo entretanto ficado claro a falta de representatividade dessa entidade, que não tem logrado impor seus pontos de vista aos trabalhadores". Em resposta, a CUT, através do secretário-geral regional, Osvaldo Bargas, considerou lamentável qualquer atitude de divisão do movimento dos trabalhadores em
64056 busca de conquistas políticas. Acrescentou, porém, que continuará no movimento "com o mesmo espírito de apoio político e até material que vem prestando desde o início" (GM).