Diante das denúncias feitas pelo diretor de Exportação do Instituto Brasileiro do Café (IBC), Mauro Malta, que se demitiu anteontem do cargo, por discordar das vantagens concedidas pelo IBC na venda de 100 mil sacas de café para a China, o presidente do Instituto, Aloísio Garcia, distribuiu nota oficial justificando a operação. Segundo ele, a venda foi definida nas mesmas condições de todas as exportações para países não- membros da Organização Internacional do Café efetuadas nos últimos seis meses, isto é, com desconto de US$78 por saca, referente à dedução da Quota de Contribuição vingente até o mês de novembro. Aloísio Garcia explicou a negociação-- que foi conduzida por ele pessoalmente e não através do diretor de exportação-- alegando que o IBC e o governo brasileiro consideram promissor o mercado chinês acrescentando que as relações de comércio internacional se caracterizam por um jogo permanente de competividade, onde a conquista de novos mercados se faz com a concessão de vantagens iniciais" (FSP).