Segundo relatório anual da Secretaria Especial de Controle das Empresas Estatais (SEST), aprovado pelo presidente da República, os gastos globais das empresas estatais atingirão, em 1985, Cr$227,18 trilhões, correspondendo a um crescimento nominal de 154,7%, mas a uma queda real de 1,5% em relação aos gastos efetivados em 1984, de Cr$89,19 trilhões, levando-se em consideração uma inflação média de 158,5%. Já os investimentos sofrerão uma queda de 11%, correspondendo a Cr$37,12 trilhões previstos para 85 contra Cr$16,16 trilhões realizados este ano. O orçamento total, incluindo o Sistema Nacional de Previdência e Assistência Social (SINPAS), os bancos estaduais e as empresas atingirão Cr$329,58 trilhões contra Cr$145,91 trilhões gastos em 1984, enquanto prevê-se uma transferência de Cr$20 trilhões do Tesouro Nacional às empresas. Este ano, o déficit operacional das empresas atingiu 0,9% do Produto Interno Bruto (PIB) e para 1985-- com a previsão de um PIB de 5%-- ele deverá apresentar crescimento zero. As empresas terminam este ano com uma dívida de Cr$1 trilhão ao setor privado contra Cr$600 trilhões em 1983, mas em 1985, a previsão é de reduzí-la a zero (FSP).