BISPOS CRITICAM "PROJETO CALHA NORTE"

Segundo crítica contida no documento "A Igreja Frente ao Projeto Calha Norte" (que prevê a ocupação militar da fronteira norte do país), divulgado pelos bispos da Amazônia ocidental, o projeto "acelerará o processo de destruição da cultura indígena, além de ser um desperdício de recursos financeiros, materiais e humanos que poderiam ser destinados a obras de infraestrutura e apoio à população da Amazônia". Os bispos estiveram reunidos durante dois dias na sede da regional Norte-1 da CNBB, em Manaus (AM), sob a presidência de dom Erwin Krautler, presidente do Conselho Indigenista Missionário (CIMI). Para dom Erwin, o "Projeto Calha Norte", tal como está proposto, inviabiliza qualquer possibilidade de defesa dos direitos indígenas. De acordo com ele, "enquanto Cz$628 milhões são aplicados na implantação de postos militares de fronteira, apenas Cz$14,5 milhões são destinados à Fundação Nacional do Índio (FUNAI), para demarcar terras indígenas (FSP).