O Banco do Brasil não terá liberdade para aplicar recursos nas operações desvinculadas dos programas de governo, já que seu orçamento global de empréstimos, no próximo ano, não poderá ultrapassar 60%, o mesmo percentual admitido para a expansão da base monetária (emissão da moeda) e dos meios de pagamento (dinheiro em poder do público mais depósitos à vista nos bancos). O esclarecimento foi dado pelo presidente do BB, Oswaldo Collin, que reiterou a reivindicação de que a instituição possa atuar em todos os segmentos do mercado. Collin disse que o congelamento da conta de movimento mantida entre o Banco Central e o Banco do Brasil significaria, na prática, "a paralisação das operações de governo realizadas pelo BB, com a aquisição de trigo ou a cobertura do déficit do IAPAS". O congelamento da conta de movimento foi comunicado pelo BC, sob a justificativa de que seria criada uma conta especial de suprimento de recursos do Tesouro do Brasil para a execução dos programas de interesse do governo (O Globo).