O RELATÓRIO FINAL DO INQUÉRITO POLICIAL EFETUADO PELA DELEGACIA

O relatório final do inquérito policial efetuado pela Delegacia de Crimes contra a Administração Pública do Paraná, aponta Nélson Meurer, diretor da CIBRAZEM de Francisco Beltrão, e Gomercindo Rizzi, presidente da Cooperativa Agrícola Duovizeinhense (Candul) como os principais envolvidos na fraude do feijão, praticada entre dezembro de 1982 e fevereiro de 83 no sudoeste do Estado, causando prejuízos ao governo federal, em valores atuais, de Cr$2,5 bilhões. A fraude foi feita da sequinte forma: feijão de safras anteriores a de 1982/83 era adquirido nas bolsas de cereais a Cr$2400 a saca e revendido à Comissão de Financiamento da Produção (CFP) a Cr$6600, como se fosse feijão novo. Segundo as informações, a delegacia apurou, por meio de provas documentais, que cerca de 150 mil sacas de feijão foram transacionadas dessa forma, com a emissão de notas fiscais frias em nome de produtores de 26 municípios da região (FSP).