O Tribunal de Contas da União (TCU), no último dia 4, com base em relatório de seus técnicos em São Paulo, determinou a realização de nova inspeção extrãordinária, na sede da Companhia Brasileira de Alimentos (COBAL), em Brasília, para levantar irregularidades e definir responsabilidades na compra, por aquela companhia, de 30 mil toneladas de arroz contaminado, importadas do Paquistão pela "trading-companie" Cotra S/A. Originariamente, o produto deveria ser destinado à alimentação de gestantes, nutrizes e crianças de 12 municípios paulistas. Segundo os técnicos do TCU encarregados de uma primeira inspeção junto à Superintendência Regional da COBAL, em São Paulo, o arroz importado estava comprometido desde o início da operação, como comprovam os
63640 próprios mapas de controle de qualidade da COBAL. Apresentavam carunhos
63640 vivos e mortos, cheiro de mofo, excesso de produtos químicos, pelos e
63640 excrementos de ratos dentro dos sacos plásticos-- o que ratifica a
63640 existência de contaminação antes do empacotamento do arroz. O relatório dos técnicos do TCU registra "estranheza" diante da ausência, naquela superintendência da COBAL, de qualquer contrato de aquisição "numa compra de vulto" (30 mil toneladas de arroz). E alerta para a recusa da Cotra em apresentar o contrato, "quando a inspeção apurou que são formalizados contratos em casos semelhantes". A equipe do TCU constatou ainda a inexistência de amostras e contra-amostras do arroz "de forma a possibilitar que o setor de controle de qualidade confrontasse o arroz adquirido com o arroz efetivamente entregue" (FSP).