A rede secreta montada pelos EUA para enviar armas para o Irã tem uma
6336 ramificação no Brasil. O principal envolvido no caso é Jairo Iwamassa Guinoza, que foi informante Serviço Nacional de Informações (SNI) e atualmente está foragido, com prisão preventiva decretada por envolvimento num processo sobre roubo de carros, que corre na Justiça Federal de São Paulo. Segundo as informações, durante cinco meses Jairo Iwamassa Guinoza participou de reuniões nas cidades de Brasília, São Paulo, Londres e Buenos Aires, quando foram acertados os detalhes da operação. O brasileiro ofereceu seus serviços durante uma visita à embaixada do Irã em Brasília, em abril de 1984, quando a diplomacia iraniana dedicava-se a buscar fontes de armamentos para a guerra com o Iraque, e emissários norte-americanos buscavam uma aproximação com Teerã e fornecedores para o material que Washington oficialmente não poderia remeter (O Globo) (revista Isto é).