De acordo com o Banco Central, até o final de setembro último, a dívida externa brasileira cresceu US$7 bilhões, US$1,6 bilhão a menos do que o programado para o período. Conforme o BC, ainda nos nove primeiros meses deste ano, o resultado do balanço de pagamentos (que envolve todas as transações comerciais e financeiras com o exterior) superou em US$700 milhões a meta estabelecida com o FMI. O BC informa também que o FMI já liberou para saque, no dia 30 próximo, US$380 milhões referentes à quarta parcela do financiamento programado para o ano. E assinala que "com base nos dados preliminares do balanço de pagamentos para o período de janeiro/setembro, foi apurado superávit de US$5,8 bilhões, explicado, principalmente, pelo excelente comportamento da balança comercial, que registrou saldo de US$9,7 bilhões". O fluxo acumulado do déficit, "no conceito nominal (incluindo as correções cambial e monetária), ficou em Cr$44,2 trilhões, inferior ao teto programado (Cr$44,5 trilhões). No conceito operacional, o déficit situou-se em Cr$551 bilhões, com margem de Cr$549 bilhões sobre a meta prevista" (JB).