SEGUNDO A PESQUISA DE ORÇAMENTOS FAMILIARES FEITA PELA FUNDAÇÃO

Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares feita pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo, em 1971/72, o número de famílias que recebia de seis a 33 salários-mínimos representava quase metade (42%) das famílias do Município de São Paulo. Em 1981/82, a mesma pesquisa de orçamentos indica que aquela classe de renda não passava de pouco mais de 1/3 (36%) das famílias da capital paulista. De todas as faixas de renda (em salários-mínimos) analisadas, a única que teve crescimento numericamente expressivo foi a de zero a seis mínimos. De acordo com a Ordem dos Economistas de São Paulo, entre novembro de 1979 e maio de 1984, a maior perda real de salários deu-se de cima para baixo; isto é, enquanto um salário real equivalente a trinta salários-mínimos sofreu declínio de 13,6% no período, de vinte mínimos caiu 12,3%, de dez mínimos 8,3% e de três mínimos, 3,3% (FSP).