De acordo com o Banco Central, o débito externo das empresas privadas brasileiras é de US$11,3 bilhões, correspondendo a 12% da dívida externa total do país. O levantamento feito pelo BC mostra que 3770 companhias estabelecidas no Brasil, inclusive filiais de multinacionais, têm dívidas em dólar e o setor mais endividado é o da química e petroquímica-- inclusive distribuição de derivados de petróleo-- com um montante de US$1,3 bilhão contraídos no exterior. Logo em seguida vem o setor de metalurgia, inclusive empresas da área siderúrgica, com dívidas no valor de US$1,2 bilhão. Estão relacionadas grandes empresas, como a Alcan e Alcoa, que atuam na parte de alumínio, e a Vibasa, do Grupo Villares. Seguindo, vem o setor de mineração, com um débito externo da ordem de US$809,2 milhões. Depois, na escala dos setores com mais compromissos no exterior, vem o de veículos, onde apenas 13 empresas (montadoras de automóveis, caminhões e tratores), são responsáveis por uma dívida externa de US$745,7 milhões. As empresas privadas que atuam no transporte aéreo (Varig, Transbrasil, Cruzeiro do Sul e outras de aviação regional) devem US$656,8 milhões; a seguir, o setor mais comprometido é o mecânico, com um montante de débitos externos da ordem de US$632,3 milhões. O endividamento do setor de papel e celulose (incluindo o Projeto Jari) é de US$626,2 milhões. Os outros setores endividados são: têxtil e vestuário, US$125,5 milhões; companhias imobiliárias, US$111,3 milhões; empresas de navegação, US$106,6 milhões; agropecuária, US$92,5 milhões; comunicações (jornais, rádios e emissoras de televisão), US$76,2 milhões; construção naval, US$52,7 milhões; hotéis e turismo, US$47,3 milhões; cigarros e fumo, US$37,2 milhões. As empresas destinadas à produção de bebidas têm um endividamento de US$34,2 milhões (JB).