O presidente da Federação dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul (FETAGRI), Pedro Ramalho, denunciou que empresários do setor madereiro do Brasil estão mantendo sob regime de trabalho escravo cerca de 50 mil famílias de agricultores brasileiros no Paraguai. Almo Antônio Bach, presidente do Sindicato Rural de Mundo Novo, na fronteira entre os dois países e centro de aliciamento dos trabalhadores brasileiros, confirmou a denúncia. Segundo ele, as famílias entraram ali para cortar árvores em troca de cinco hectares de terra que poderiam explorar mais tarde, durante um período de três anos, com plantações de soja, arroz, feijão e milho, mas descobriram que caíram em um engodo, pois as terras não são dos
63119 empresários, que apenas negociaram a madeira (O Globo).