Segundo Fernando de Oliveira, secretário-geral de controle interno da SEPLAN, neste ano cerca de Cr$6,9 trilhões do orçamento da União foram mal aplicados e, na maior parte, gastos ilegalmente. São recursos destinados a suprimentos de fundos para despesas de pequeno vulto da administração central ou aplicados em convênios da União com os Estados. Ele informou, ainda, que desde 1979 vem colecionando casos de "pequenos escândalos", apurados nos processos de auditagem que seus 888 funcionários montam tanto na administração federal quanto nos Estados e Municípios, quando estes são beneficiados por convênios junto à União ou quando recebem recursos de instituições internacionais, como o Banco Mundial (BIRD) e Banco Inteamericano de Desenvolvimento (BID). A SECIN (Secretaria Central de Controle Interno)-- que controla toda a despesa pública--, credenciada junto a estes organismos, é responsável pela inspeção da efetiva aplicação dos dólares nos projetos de financiamento no BIRD e no BID. Fernando cita que, no mês de outubro último, teve de impugnar a utilização de Cr$39 milhões desembolsados pelo Banco Mundial para um projeto de desenvolvimento regional integrado em um Estado nordestino, porque constatou que esse dinheiro foi aplicado na compra de automóveis e móveis (GM).