Trabalho sem remuneração, aliciamento, contrangimento ilegal e violação das leis trabalhistas. Estes são os crimes em que poderão ser enquadrados os proprietários da firma paulista Extração e Reflorestamento Florim e das seis empreiteiras que exploram 500 homens no corte de eucaliptos na Fazenda da Cachoeira, em Resende (RJ). O promotor João Batista Petersen, assessor executivo do Conselho de Justiça e Direitos Humanos do Governo do Rio de Janeiro, percorreu vários acampamentos e constatou que cerca de mil pessoas vivem ali sem as condições mínimas de higiene e assistência médica, e ainda passam fome, porque os mantimentos comprados pelas empreiteiras nunca dão para o mês inteiro. Quase todos os trabalhadores não têm carteira assinada e o salário é sempre menor que as despesas com alimentos e remédios no final do mês. O promotor Petersen pediu à Secretaria de Justiça e Interior a interferência do governo estadual para acabar com o trabalho escravo na região (O Globo).