O MAGISTRADO LUIZ FRANCISCO CORREA BARBOSA, AFASTADO DO CARGO DE

O magistrado Luiz Francisco Correa Barbosa, afastado do cargo de juiz de Sapucaia do Sul (RS) sob acusação de irregularidades administrativas, denunciou que desembargadores e juízes gaúchos obtinham empréstimos pessoais a partir dos depósitos judiciais das partes que carreavam para a Caixa Econômica do Estado. Barbosa relata que o Banco Central, informado dos termos do convênio assinado no final de 1981 entre a Caixa Econômica Estadual (CEE) e a Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris), determinou sua sustação imediata e providências contra os envolvidos, mas o Conselho de Magistratura, segundo o juiz, se nega a divulgar os nomes dos implicados. O "convênio" permitia aos juízes usar, para empréstimos pessoais, 75% do total de depósitos judiciais carreados, com juros de 2,5% ao mês. E ainda de acordo com Barbosa, "aqueles 75% não eram corrigidos, de forma que as partes, além de terem seu dinheiro indevidamente usado para empréstimos pessoais dos magistrados, não recebiam a correção monetária". Ele afirma que impetrará a ação popular contra todos os envolvidos e diz que entende que sua oposição ao convênio com a Caixa, desde o início, foi uma das razões fundamentais que levaram à decisão de afastá-lo do cargo que ocupava em Sapucaia do Sul (JB).