Os metalúrgicos da Aços Villares S/A, desalojados da fábrica pela PM com bombas e cassetetes, após permanecerem acampados na empresa durante 11 dias reivindicando melhorias salariais, decidiram retornar ao trabalho. A decisão foi tomada por cerca de 600 trabalhadores reunidos em assembléia. Eles, no entanto, não aceitaram a última proposta da empresa nas negociações salariais (100% do INPC para todas as faixas de salário, 20% de antecipação a partir de janeiro, garantia de emprego ou salários pagos até 31 de janeiro e redução das horas extras) e continuarão reivindicando 110% do INPC para todos, aumento trimestral, comissão de fábrica, fim das horas extras, semana de 40 horas e estabilidade). Membros da comissão provisória dos empregados denunciaram que a Villares já suspendeu vários trabalhadores através de cartas enviadas às suas casas, informando-os que eles permanecerão afastados do serviço durante o período necessário à apuração de sua responsabilidade e participação no movimento grevista. A entrada deles em qualquer dependência da fábrica está proibida (FSP) (O Globo).