Segundo denúncia do superintendente de Recursos Hídricos e do Meio- Ambiente do Paraná, Cícero Bley Júnior, fabricantes de agrotóxicos da Alemanha Ocidental e EUA estão fazendo ameaças ao governo brasileiro para que não consiga criar uma legislação nacional sobre os defensivos. De acordo com Bley Júnior, "as indústrias ameaçam veladamente prejudicar as relações do Brasil com os dois países, se o governo brasileiro não eliminar as leis restritivas a esses produtos, adotadas em 13 Estados no país". Algumas multinacionais, prosseguiu Bley, chegaram a alertar para consequências indesejáveis na produção agrícola brasileira e sua exportação para a Alemanha Ocidental e Mercado Comum Europeu". Conforme informações da imprensa, o superintendente do Paraná mostrou cópias de ofícios, um deles enviado a Brasília pela Federação das Indústrias de Defensivos Agrícolas da Alemanha, através do embaixador brasileiro em Bonn, Jorge de Carvalho Leite. Mostrou, também, cópia de um documento do Instituto de Saúde Animal dos EUA, enviado aos ministros da Agricultura e Indústria e Comércio da época, Amaury Stábile e Camilo Penna, e ao ministro da Saúde, Waldyr Arcoverde. Esse instituto congrega 20 fabricantes norte-americanos de agrotóxicos (FSP) (O ESP) (O Globo) (GM).