De acordo com denúncia feita ao padre Pedro Fabris de Vila Vicentina, cerca de 400 lenhadores na Serra de Itatiaia (Resende-RJ) estão trabalhando em regime de escravidão. Os trabalhadores, contratados pela firma Extração e Reflorestamento Florin, subsidiária da Fábrica de Papel Simão, de Jacareí (SP), estão espalhados em diversas frentes de trabalho numa plantação de eucaliptos de mais de 170 km quadrados. Dois trabalhadores (Altair Lima e Cleusa Alves Marques) conseguiram fugir de um dos acampamentos, solicitaram ajuda ao padre, e denunciaram que os lenhadores são contratados por salário fixo de Cr$90 mil mais Cr$1300 por metro cúbico de madeira retirada, o que dá no fim do mês a soma de Cr$140 mil a Cr$150 mil. No entanto, as despesas com a alimentação e com o aluguel de moradia, que são controlados pelos empregadores, ultrapassam essa quantia. Enquanto não quitam suas "dívidas", os trabalhadores são impedidos de sair por jagunços armados contratados pelas empreiteiras (O Globo).