O PRESIDENTE DO SINDICATO NACIONAL DA INDÚSTRIA DE EXTRAÇÃO DE

O presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Extração de Carvão, Álvaro Luiz Bocayuva Catão, denunciou que até 1993 o país deverá estar queimando o equivalente a 847 mil barris diários em lenha, sendo aproxidamente 80% procedente de floresta nativa e o restante de reflorestamento, de acordo com o Plano de Auto-Suficiência Energética, preparado pelo Ministério das Minas e Energia. Na opinião de Catão, se o fato for consumado representá uma "séria devastação de florestas". Catão disse, ainda, que boa parte dos incentivos fiscais concedidos pelo governo para programas de reflorestamento está, na prática, "sendo consumida pelas formigas", em alusão a plantações realizadas em regiões distantes e sem qualquer tratamento especial. Ele criticou, dentro da atual política energética, a pouca importância dada ao carvão mineral, destacando que o país conta com praticamente 23 bilhões de toneladas de carvão mineral (cerca de 58% da fontes não renováveis). A produção interna, no entanto, vem crescendo abaixo do que seria o ideal. Entre 78 e 83, a produção nacional de carvão mineral aumentou de 3 milhões 800 mil toneladas para 5 milhões 600 mil toneladas, representando um crescimento de 47%. Este ano, a produção deverá chegar a 7 milhões 400 mil toneladas (JB).