DE ACORDO COM O JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO, O DEPUTADO PAULO M

De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, o deputado Paulo Maluf, candidato do PDS à sucessão presidencial, chegou a oferecer três ministérios ao Piauí, que tem apenas 18 votos entre os 686 que compõem o Colégio Eleitoral. Ao ex-governador Lucídio Portella, ele levou cópia de um decreto pronto com sua nomeação para o Ministério da Previdência Social. Ao atual governador Hugo Napoleão, ele ofereceu dois ministérios: num primeiro encontro, prometeu-lhe a pasta da Justiça, e no segundo, o Ministério do Interior. Ao senador Aderbal Jurema, hoje integrado à Frente Liberal, Maluf ofereceu o Ministério da Educação e Cultura. Mas o senador recusou por saber de antemão que o cargo já estava prometido ao reitor da Universidade de Brasília, José Carlos de Azevedo, à secretária de Educação do DF, Eurides Brito, e ao professor Carlos Alberto Serpa, do Cesgranrio. Segundo denunciam integrantes da Frente Liberal, como José Lourenço (PDS-BA)-- que, em lugar de um cargo, recebeu de um emissário "malufista" uma oferta de Cr$100 milhões em troca do voto na convenção do PDS e no Colégio Eleitoral--, "o candidato do PDS não tem escrúpulos ou limites em suas promessas". Ainda segundo o jornal, pelas informações que se recolhem no Congresso Nacional, seria preciso criar mais 20 ou 30 novos ministérios para abrigar todos os políticos a
62663 quem Maluf já prometeu cargos de primeiro e segundo escalões. Para o ministério de Relações Exteriores, já estariam convidados o ministro do Planejamento, Delfim Neto, o senador Roberto Campos e o senador Luiz Vianna Filho. O ministro da Justiça, Ibraim Abi-Ackel, já estaria convocado para servir na embaixada brasileira em Paris. O Ministério do Exército também já estaria prometido a um irmão do presidente Figueiredo (O ESP).