A votação no Senado Federal do projeto de lei que altera a política salarial foi adiada para a próxima semana, porque os líderes do PDS, Aloysio Chaves, e do PMDB, Humberto Lucena, não mantiveram o acordo que permitiu a aprovação na Câmara. O PMDB continua insistindo na concessão de 100% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para todas as faixas salariais, hipótese descartada pelo partido do governo. Os líderes concordaram com a eliminação do parágrafo que prevê a livre negociação total dos salários a partir de agosto de 85 e do que exclui dos benefícios da lei os servidores públicos contratados pela CLT (O Globo).